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A Comunidade Estética
Captação com Direção

A câmera não é o problema. O que você vai dizer é.

Roteiro com linha de fala, direção e captação com equipamento próprio, na sua clínica ou no seu evento. Você chega sabendo o que dizer.

Antes de falar de equipamento

Três coisas travam a gravação. Nenhuma é a lente.

  • Grava e não sai nada

    A pasta enche de material bruto e nada é publicado, porque ninguém sabia para que aquilo servia. Sem destino escrito antes, o corte espera uma decisão que não chega.

  • Trava na frente da lente

    Costuma ser chamado de timidez, mas é falta de roteiro. Quem não sabe qual ideia defende tenta parecer bem, e isso é o mais difícil diante de uma câmera.

  • Fica bonito e não é seu

    Câmera lenta, música, jaleco, sorriso. Troque o nome no fim e o vídeo serve para qualquer clínica. Bonito não é o mesmo que reconhecível.

De onde sai o roteiro.

Quando existe Protocolo de Marca, o roteiro sai dele. Quando não existe, a gente começa por uma conversa de escopo.

Ver o Protocolo de Marca
O dia por dentro

O dia de gravação, nesta ordem.

  1. Montagem e teste de ruído

    Luz posicionada, lapela testada e o que faz barulho mapeado: ar-condicionado, autoclave, corredor. Som ruim não tem conserto na edição.

  2. As perguntas, em forma de conversa

    A gravação começa por entrevista, com o roteiro de perguntas. Respondendo, você fala como fala com paciente, e não como quem decorou texto.

  3. Blocos curtos, uma ideia por vez

    Cada ideia é gravada mais de uma vez, com direção entre as tomadas: onde acelerar, onde parar, o que cortar da frase.

  4. Imagem de apoio da clínica

    Mãos, materiais, sala e recepção, sem paciente identificável e sem registro de procedimento. É o que dá respiro ao corte.

  5. Conferência da lista com você

    Antes de desmontar, a lista do dia é revisada item por item, na sua frente. O que faltou é gravado ali.

Uma lista fechada, conferida com você, nada descoberto depois.

O que você recebe

O material chega listado, e o bruto é seu.

Entrega completa, não diária de operador. O que ficar fora desta lista é combinado por escrito antes.

Roteiro
Perguntas e linha de fala, enviados antes para você ler.
Direção
No dia, do lado de fora da lente, do primeiro ao último bloco.
Captação
Câmera, lentes, luz e lapela da gente, levados no dia.
Corte
Legenda revisada e cada peça em vertical, quadrado e horizontal.
Bruto
A pasta com todo o material, sua, sem prazo de validade.

Quantos cortes saem do dia depende do que ele rende e do critério. Escopo e valor saem na proposta. O bruto chega antes do primeiro corte.

Combinado antes

O resultado começa na véspera.

O que fica com você

  • Agenda bloqueada no horário combinado, sem atendimento passando no corredor.
  • Uma sala com tomada e sem sol batendo direto na janela.
  • Troca de roupa sem estampa miúda e sem logo de outra marca.
  • Autorização de imagem assinada por quem aparecer, inclusive a equipe.

O que fica com a gente

  • Roteiro de perguntas escrito antes e enviado para você ler.
  • Câmera, lentes, iluminação, lapela e material de apoio.
  • Direção durante as tomadas: respiração, ritmo e o que cortar da frase.
  • Conferência da lista com você antes de desmontar o equipamento.
O que a gente ouve

Antes que você pergunte.

Eu travo na frente da câmera. Isso funciona comigo?

O método já parte do princípio de que ninguém acerta na primeira tomada. Cada ideia é gravada mais de uma vez, com direção entre elas, e o melhor material costuma sair da entrevista, não do texto decorado.

Dá para mostrar procedimento e antes e depois?

Antes e depois não entra. As regras do conselho limitam o que pode ser mostrado sobre resultado de tratamento, e a gente escreve e grava dentro delas. A prova que sobra é mais difícil de copiar: o critério, a explicação e o padrão do atendimento.

Minha clínica é pequena e não tem cenário.

Uma parede lisa e um pouco de profundidade resolvem. O que muda a imagem é luz e enquadramento, não metragem. Quando o espaço é apertado, a montagem é ajustada na chegada, antes da primeira tomada.

Já tenho quem grave para mim. Preciso disso?

Talvez não. Se já existe quem opere a câmera, o que costuma faltar é direção no dia e critério de corte depois. Nesse caso, a conversa começa pela edição e clipagem.

Vocês vão até outra cidade?

Vão. Deslocamento e hospedagem entram no combinado e são fechados por escrito antes da data.

E se o dia render menos do que a lista?

A lista é conferida com você antes de o equipamento ser desmontado. Se faltar item, ele é gravado ali mesmo. O que não couber no dia fica escrito e entra na conversa de escopo.

Próximo passo

Antes da câmera, o roteiro.

Conta o que você quer gravar e onde. A gente responde com o escopo e o próximo passo.

Já tem material gravado? A edição começa pelo critério de corte.